há quem ainda tente juntar nossas pontas, há quem sinta vapores seus na minha respiração. me perguntam onde andam os seus passos. eu aponto no mapa e digo: aqui. está dormindo enquanto eu estou acordado, separado dos meus fusos horários, passeando além do meu braço estendido. me perguntam se você continua o mesmo, se já se curou das velhas moléstias. eu digo que eu e você somos iguais e suportamos o mesmo jugo. me perguntam o que aconteceu com a gente. eu gelo e busco uma mentira bem contada que encubra nosso malogro. qualquer coisa que dê a entender que nós agimos certo, que amamos e fizemos loucuras em momentos distintos.
Escrito por dusanju