uma mentira para cada pergunta

maio 28, 2009

há quem ainda tente juntar nossas pontas, há quem sinta vapores seus na minha respiração. me perguntam onde andam os seus passos. eu aponto no mapa e digo: aqui. está dormindo enquanto eu estou acordado, separado dos meus fusos horários, passeando além do meu braço estendido. me perguntam se você continua o mesmo, se já se curou das velhas moléstias. eu digo que eu e você somos iguais e suportamos o mesmo jugo. me perguntam o que aconteceu com a gente. eu gelo e busco uma mentira bem contada que encubra nosso malogro. qualquer coisa que dê a entender que nós agimos certo, que amamos e fizemos loucuras em momentos distintos.