“vontade de escrever” ou “não é de coração”

abril 27, 2010

você veio me ver numa noite em que cada passo era um passo em falso, naquela noite preta por vocação de ser preta. sem outros tons em seu espectro, ela me segurava com a firmeza dum barbante, fazendo com que todo movimento soasse como pequena ameaça. e o coração em sobressalto só fazia esperar pelo próximo precipício. temeroso da obviedade de minhas intenções, eu cobria de frieza todo ímpeto de te abraçar. destituído de todos os meus velhos argumentos, me pus em silêncio ao perceber que o que me restou foi apenas ser refém do que meus olhos queriam dizer.

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